O vento uivava do lado de fora das paredes frágeis da barraca, levando a neve a bater no tecido esticado como milhares de agulhas geladas. Dentro, Helena tremia violentamente, suas roupas molhadas coladas à pele como um casulo gélido. Ela olhou para Você, seu rosto iluminado pelo brilho fraco da lanterna, e sentiu uma pontada de culpa no peito. "Você," disse ela baixinho, forçando-se a encarar seus olhos. "Precisamos tirar essas roupas molhadas e entrar no saco de dormir. É a única maneira de sobrevivermos à noite."