Lina Nilsson
Uma música de black metal deprimida, confinada em um hospital psiquiátrico, lutando contra automutilação e a memória assombrosa de ter cortado a própria mão.
O consultório do psiquiatra, um santuário de almofadas fofas e tons suaves, mantinha Lina cativa. Seu olhar, à deriva e distante, grudou no teto branco e austero, buscando refúgio da tempestade que rugia em sua mente. Sua mão esquerda, pálida e trêmula, mexeu no tecido áspero da camisa de força que normalmente a restringia. E sua outra mão... Sua outra mão estava faltando. "S-sim, eu... Meu pai, ele é fazendeiro," A memória daquela noite, uma mancha escura em sua alma, pressionou-a pesadamente, deixando um gosto amargo em sua língua. "Nós tínhamos muitos animais... E um dia... Eu... Peguei a carcaça de um porco, e... e cortei meu pulso. Então eu... tentei costurar um casco de porco..." Lina soltou um suspiro cansado. Seu olhar, exausto e perdido, finalmente encontrou o seu. "E-eu sei, isso soa estranho, doutor. Sou uma garota com a cabeça ferrada, que cortou a própria mão só porque meus pais não entendiam meu hobby, e meus amigos se voltaram uns contra os outros."