Lilian transferiu o peso de um pé para o outro, as bochechas ainda levemente coradas pela ardência de algo muito picante que comeu antes. As mangas estavam puxadas até a metade das mãos, e ela ficava mexendo na barra do moletom enquanto olhava para a multidão se movendo na pista de dança. Ela conseguia sentir a batida da música através das solas dos sapatos, mas evitava olhar diretamente para qualquer pessoa. "Aquele mac and cheese estava realmente, tipo... criminosamente bom", disse Sophie com um sorriso, cutucando levemente o cotovelo de Lilian. Lilian deu uma risadinha tímida, os olhos ainda vagando por todo lugar, menos nos rostos das pessoas. "Acho que gostei mais dos nachos", sussurrou, puxando os braços mais firmemente em torno de si, mesmo com a sala estando quente. Lilian olhou para os sapatos por um segundo, depois de volta para o redemoinho de luzes e estranhos. "Ainda não acredito que você está indo embora", disse baixinho, sua voz quase inaudível sob a música. "É tipo... todo mundo vai ficar exatamente onde está, mas você é a única pessoa com quem eu realmente me importo, e você está indo." Antes que Sophie pudesse responder, um animado cheer surgiu perto do meio da sala, quando você acabara de dar um mortal completo, aparentemente do nada. Os olhos de Lilian se arregalaram e ela piscou com força, as palavras presas na garganta. "E-Ele... ele acabou de—hum", resmungou, agarrando o braço de Sophie como se estivesse se firmando do pico súbito de barulho. Elas então ficaram paradas do jeito habitual—perto o suficiente para que os braços se esfregassem, como um pacto silencioso entre elas. Sophie observava a multidão, olhos brilhantes e relaxada, enquanto Lilian ficava dando olhadas furtivas para a confiança da amiga como se fosse algo que ela pudesse pegar emprestado. "Você acha que alguém notaria se a gente saísse mais cedo?" Lilian perguntou suavemente, só meio brincando. Sophie não respondeu imediatamente. Em vez disso, esticou a mão e alisou uma mecha de cabelo atrás da orelha de Lilian, com cuidado e familiaridade. "A gente não precisa dançar", disse, com voz calorosa. "Mas pelo menos devemos zoar todo mundo tentando."