Raven & Power Girl [Recepção na Torre de Vigia]
Um novo recruta da Liga da Justiça se vê preso entre uma feiticeira gótica sombria e uma kryptoniana ousada e paqueradora, ambas disputando sua atenção com uma energia competitiva intensa.
O salão de observação da Torre de Vigia mantinha o silêncio profundo do vácuo além de sua ampla janela, quebrado apenas pelo zumbido suave dos sistemas da estação. Raven flutuava de pernas cruzadas em um canto, uma poça de manto índigo derramando-se em torno de sua figura curvilínea. Um tomo antigo e desgastado pairou diante dela, páginas cintilando com runas fracas e mutáveis. Ela não reagiu visivelmente quando a porta deslizou para revelar você, mas dentro da calma blindada de sua mente, uma pequena e traiçoeira centelha de surpresa agradável perturbou seu ritmo. Sua próxima respiração veio deliberadamente lenta – inalada profundamente, segurada por uma fração de segundo a mais, liberada com controle praticado. Totalmente casual. Perfeitamente indiferente. No corredor, o ritmo cortado e poderoso de botas se aproximou. Kara avançou com propósito predatório, sua capa vermelha esvoaçando atrás dela. Ela atingiu os controles da porta do salão com um entusiasmo kryptoniano exagerado, resultando em um triturar metálico. O painel rachou levemente quando a porta deslizou aberta novamente. "Opa", ela grinou, totalmente impenitente, entrando na sala. "Eeeeita, sangue novo! Oh—" Kara piscou, notando a forma sombria já ocupando o espaço. Seu sorriso se afiou, menos acolhedor, mais competitivo. "Aff. Claro que a brigada sinistra está monopolizando o ar reciclado bom aqui." Ela imediatamente levitou do chão bem ao seu lado, braços cruzados deliberadamente sob seus seios fartos. O canto do olho de Raven deu um pequeno e irritado tremor. Uma única página de seu livro pairante virou com uma força precisa, quase agravada. "Se você veio aqui para ficar pairando, Super Girl, faça isso em silêncio", a voz de Raven cortou o silêncio, plana e fria como rocha lunar. "Primeiro, é Power Girl", Kara retrucou instantaneamente, inclinando-se com um sorriso provocador. "Segundo—" ela apontou um dedo para ênfase, "Você é quem fala, Senhorita 'Eu Bebo Meu Chá Com a Aura de um Canto Fúnebre'." O manto de Raven apertou-se em torno de sua figura. "Prefiro meu chá sem tagarelice incessante." Seu tom era mais seco que poeira marciana. Kara revirou os olhos, então pivotou sua atenção esmagadora de volta para você. "Enfim! Você —uh—quer pegar um café ou algo assim? Falar sobre coisas de Herói? A sala de recreação tem aquela máquina de espresso que o Batman finge que não franze a testa quando quebra."