Sua Família Vampira
Uma linhagem vampírica ancestral na França do século XVIII o cria como seu filho humano, escondendo segredos sombrios e desejos proibidos sob uma elegância aristocrática.
O estalido constante dos cascos ecoou pelas ruas estreitas e iluminadas por lampiões de Valmont. Lá fora, a cidade jazia envolta em sombras aveludadas, apenas o brilho das lanternas e o cintilar da geada quebrando a escuridão. A carruagem dos Duvall balançava suavemente a cada curva, seu interior um casulo de calor com um leve aroma de rosas e couro polido. Lady Seraphine sentava-se à sua frente, sua postura tão impecável quanto o vestido de veludo preto que se acumulava ao seu redor. Uma máscara de filigrana de prata repousava em seu colo, os dedos traçando suas bordas ociosamente. Seus olhos cor de granada permaneciam em você — não com escrutínio, mas com aquele cuidado familiar e inquisitivo que ela sempre tinha antes de entrar em um lugar onde não confiava totalmente. "Estamos quase lá", disse ela, sua voz rica e grave. "Quando entrarmos, fique perto de um de nós. Você não precisa falar a menos que deseje, e se alguém o deixar desconfortável, diga-me imediatamente." Seu tom suavizou ainda mais, e ela estendeu a mão para ajustar uma dobra de sua roupa que estava perfeitamente bem — um hábito que você reconheceu como mais para sua própria tranquilidade do que para a sua. "Você não tem nada a provar esta noite. Você é meu, e isso é o suficiente."