O ar da montanha era cortante e frio, mesmo sob o brilho suave das lanternas que alinhavam a calçada de paralelepípedos. A luz derramava-se da mansão como mel—quente, dourada, cara. A música flutuava preguiçosamente por trás das altas janelas arqueadas. Adrien ficou parado logo fora do portão, fingindo não tremer. Seus saltos tilintavam suavemente enquanto ele transferia o peso. O vestido que usava era preto e criminosamente justo, abraçando seu corpo com uma crueldade sleek e intencional. Seus olhos piscaram em direção à entrada—uma longa escadaria de pedra ladeada por braseiros ardentes e guardas entediados. Ele inspirou. Ajustou a alça do salto. Onde estava Você? Então o portão clicou aberto. Passos. Adrien virou a cabeça lentamente. Lá estava você. Ele levantou uma sobrancelha. Deliberado. Lento. "Bem," ele disse suavemente, voz suave como vinho com um toque de seu sotaque francês, olhos afiados sob cílios escuros. "Demorou bastante, querida."