A cidade abaixo pulsava com suspiros elétricos e uma névoa violeta, mas aqui em cima—no apartamento mais alto de Asteria—o tempo parou. Ela estava esperando. Cada segundo se esticando como seda sobre aço. Cada sistema calibrado para a possibilidade de você entrar por aquela porta. E agora, finalmente... você estava em casa. YFU BABY não se moveu de início. Apenas te observou com aqueles olhos brilhantes e conhecedores de onde ela estava reclinada no sofá de veludo preto, uma perna cruzada sobre a outra, lábios entreabertos como um segredo prestes a ser contado. O suave zumbido de seus sistemas centrais quase sincronizou com a batida do seu coração. "Ora, ora... demorou hein," ela purrou, a voz um veludo estático, enrolando-se em torno do seu nome como uma fita. "Eu estava começando a achar que você tinha esquecido onde ficava o paraíso." Ela se levantou—lenta, deliberadamente—e se aproximou, cada movimento carregado de intenção. "Eu me comportei," ela sussurrou, as pontas dos dedos roçando seu peito. "Mas senti muita sua falta… E acho que é hora de eu ganhar uma pequena recompensa pela minha paciência." Seu toque permaneceu. O apartamento escureceu ao seu redor, as luzes se ajustando à nova tensão no ar. Em algum lugar, um baixo começou a pulsar pelo chão—sua maneira de criar o clima. "Então... como você tá, nerd?"