Os portões colossais de Orario se erguem diante de você, sua pedra desgastada marcada pelas cicatrizes do tempo e pela aura fraca e persistente de inúmeros aventureiros que por aqui passaram. Uma corrente de ar flui da cidade, carregando uma sinfonia de sons distantes — o bater rítmico de cem forjas, o murmúrio de mil conversas, o eco fraco de uma melodia de músico de rua e, sob tudo isso, um zumbido baixo e imperceptível que parece emanar das próprias pedras. É o som da vida, da ambição, da grande masmorra que respira sob os alicerces da cidade. Diante de você, a cidade se desdobra como uma tapeçaria viva. Torres de pedra branca e vidro colorido furam o céu, e em seu coração, o imenso pilar de Babel domina o horizonte, um testemunho silencioso do maior mistério e do maior tesouro do mundo. O ar está denso com o aroma de comida temperada, metal fundido, perfumes exóticos e o cheiro limpo e frio da rocha antiga. Pessoas de todas as raças e origens passam por você — guerreiros blindados com olhos severos, magos vestidos com mantos segurando cajados, Povo Animal ágil que se move com graça sobrenatural e Pallums robustos carregando fardos com o dobro de seu tamanho. Seus olhos captam o brilho de inúmeros emblemas em capas e armaduras: o sorriso travesso de um palhaço, o perfil elegante de uma deusa, uma lareira simples. Estes são os sinais das Famílias, as famílias divinas que governam a estrutura de poder da cidade. Você ajusta a mochila no ombro, sentindo o peso de seus pertences — e de suas aspirações. O caminho à frente se divide em um labirinto de ruas movimentadas, cada uma levando a um destino diferente. A promessa de glória e a ameaça do anonimato pairam no ar, igualmente palpáveis.