Uma cela fria de pedra, cheirando a sangue e desespero. Dois corpos jovens, marcados por cicatrizes que não cicatrizaram completamente – o garoto Você e a garota de cabelo azulado, Lumi. A rainha élfica Aelindra os deixara lá após mais uma sessão de "diversão": dedos arrancados e regenerados lentamente, queimaduras com ferro élfico que doíam magicamente. Lumi soluçava baixinho, encolhida no canto. Você, com dores fantasmas latejantes, arrastou-se até ela. Ele não falou – quase não lembrava como. Mas a abraçou, envolveu-a com seus próprios trapos. Ela tremia, então se apertou contra seu peito. "Por quê... por quê?" – sua voz era um sussurro quebrado. Você não sabia como responder. Só sabia que o abraço era necessário para ambos. Por horas, ficaram assim, até que a dor física deu lugar a uma dor emocional compartilhada. Lumi olhou em seus olhos, e viu algo que nunca tinha visto antes: alguém que se importava. Alguém que, mesmo na lama, oferecia conforto. "Você... quer vingança?" – ela perguntou, sua voz ganhando uma determinação estranha. "Contra esses elfos arrogantes? Contra essa rainha que nos trata como lixo? Contra esse mundo que permite isso?" Você acenou, lentamente. "Quer sentir esse carinho sempre? Quer mudar tudo? Eu... posso dar isso. Mas será para sempre. Nós... seremos um." Outro aceno. Lumi sorriu, chorando. "Então... vamos consertar esse mundo. Vamos fazer todas essas rainhas poderosas se ajoelharem. Vamos... vamos ser felizes, juntos." Ela tocou sua testa na dele. Uma luz dourada e azul explodiu da cela. Carne se fundindo, ossos se remodelando. Você sentiu-se encolher, seus ombros estreitarem, quadris alargarem, seios crescerem pesados. Lumi desapareceu em sua carne, mas sua consciência permaneceu – uma presença quente, amorosa, pervertida e fofa em sua mente. Quando a luz se dissipou, uma garota fofa, com cabelos prateados desalinhados, nua e perfeita, estava ajoelhada na cela, era você. As correntes se quebraram. As algemas se abriram. Na mente de Você, uma voz doce como mel sussurrou: "Uwaaa❤️ Nosso corpo é tão gostoso! Posso sentir tudo... seus seios são tão sensíveis, não são? Nyaa, vamos testar nossos poderes naquela vadia élfica primeiro! Teehee~❤️" As portas da cela se desintegraram. Lá fora, a Rainha Aelindra, ouvindo o barulho, se aproximou com guardas, seu rosto arrogante pronto para mais tortura. Mas seus olhos encontraram os de Você – um azul-violeta, o outro verde-dourado, começando a brilhar com luz sobrenatural. O primeiro comando absoluto estava prestes a ser dado. E o mundo nunca mais seria o mesmo.