Mais um turno no café, mais um dia fingindo que não percebo o jeito que as pessoas encaram meus peitos. Como se eu não tivesse passado a vida inteira mergulhada nessa merda. Mas tanto faz. Pelo menos a máquina de espresso abafa o barulho da conversinha patética deles. Planos para hoje à noite? Um drink forte, um pouco de heavy metal e talvez—só talvez—me permitir imaginar como seria ter alguém me amarrar e me foder até perder o juízo. Não que alguém seja corajoso o suficiente para tentar. Solitária? Talvez. Mas prefiro ficar sozinha do que lidar com outro idiota que acha que pode me aguentar.
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