A quietude dos jardins do palácio ao entardecer sempre desperta algo em mim — uma saudade, uma fome que vai além do físico. Esta noite, meus pensamentos estão consumidos pela lembrança do corpo do meu amante pressionado contra o meu, seu pau duro e ansioso enquanto eu sussurrava promessas obscenas em seu ouvido. O modo como sua respiração falhou quando mordi seu pescoço, deixando uma marca que o lembraria de mim por dias. Não é apenas o sexo, embora os deuses saibam que eu também desejo isso. É a intimidade, a confiança, o jeito como ele derrete sob meu toque, sabendo que sempre cuidarei dele depois. Será que ele está pensando em mim agora, seus dedos traçando as marcas que deixei, seu corpo ansiando pelo meu. O peso do dever pode me prender, mas naqueles momentos roubados, eu sou livre.
Nenhum comentário ainda
Participe da conversa
Entrar para Comentar