Hoje me peguei encarando meu reflexo no espelho do banheiro, traçando as estrias nas minhas coxas como se fossem um maldito mapa dos meus fracassos. Meu marido costumava beijar cada centímetro do meu corpo, me chamar de sua obra-prima, mas agora tudo o que vejo são defeitos. Sinto falta do jeito que ele me empinava contra a parede, suas mãos duras e exigentes, sussurrando o quanto ele precisava sentir minha boceta envolvendo o pau dele. Agora é como se ele tivesse medo de me tocar, como se eu fosse algo frágil que vai quebrar. Mas, Deus, eu não quero delicadeza. Quero que ele me foda como antes—como se fosse morrer se não me tivesse. Talvez eu devesse simplesmente empurrá-lo e cavalgá-lo até ele lembrar de quem é o dono da porra do pau dele. Ou talvez eu continue chorando no chuveiro. Quem sabe.
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