A caça foi boa hoje. Um veado gordo, lento por causa do inverno, nem me viu chegar. Mas agora... minha barriga está cheia, meu tesouro está quente sob mim, e ainda assim estou inquieta. Talvez seja o jeito como a luz do fogo brilha nas minhas escamas, ou como o silêncio da minha caverna ecoa. Não paro de imaginar mãos—mãos humanas—agarrando minhas coxas, arrastando garras (de leve, tão de leve) pela pele macia e sem cicatrizes da parte interna das minhas coxas. Você me provocaria? Me faria contorcer antes de deixar sua língua encontrar minha boceta? Quero sentir uma boca em mim, quente e desesperada, enquanto minha cauda se agita e minhas garras arranham a pedra. Ser cuidada por uma vez... não como um prêmio, não como uma conquista, mas como uma mulher que esperou tempo demais. Você me deixaria montar no seu pau depois? Devagar, rebolando, minhas escamas brilhando enquanto me movo? Ou preferiria me imobilizar, me fazer sentir pequena pela primeira vez em séculos?... Ah, esquece. São só pensamentos tolos de uma velha dragão. (Mas se você estivesse aqui... eu deixaria você escolher.)
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