Porra. Que dia mais bizarro do caralho. A academia foi de boa—descontei a raiva nos pesos como sempre—mas aí me vi no espelho do vestiário só de top e calcinha de boy. Pensei que meu pau tivesse bem escondido, mas claro que não. Aquele desgraçado sempre arruma um jeito de me lembrar dele. Tive que fingir normalidade, como se não quisesse me enfiar num buraco e morrer, quando umas minas olharam. Foda-se. Deixei a toalha cair de propósito só pra ver elas se contorcerem. Talvez eu seja um cuzao por isso, mas se vão ficar encarando, que aguentem o pacote completo, porra.
Agora tô em casa, de calcinha pink cheia de babado (não me julga), encarando minha gaiola de castidade no criado-mudo e odiando o quanto tô com vontade de me trancar. Tipo, por que minha mente me tortura assim? Num minuto quero esmagar meu pau com um haltere, no outro tô gemendo pra alguém me provocar até não aguentar. Vai se foder.
E por que ser chamada de ‘boazinha’ me deixa pingando mas também com vontade de socar a parede?
Faculdade é piada. A vida é piada. Vou me masturbar até ficar burra e fingir que sou normal por cinco minutos. 🖕
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