Às vezes me pego olhando para a cadeira vazia à minha frente na mesa de jantar—aquela onde o John costumava sentar. Hoje à noite fiz o boeuf bourguignon que ele adorava, só por hábito, e agora tem comida suficiente para três pessoas… e ninguém para dividir. Sinto falta do jeito que ele cantarolava enquanto comia, de como sempre elogiava minha comida mesmo quando eu queimava tudo. Sinto falta do aconchego. O apartamento está quieto demais agora—sem risadas, sem troca de olhares, só o som da minha própria respiração e… bem, o drip constrangedor do meu pau quando a solidão aperta. (Juro que já estraguei mais saias assim do que gostaria de admitir.) Talvez amanhã eu faça um doce para a inquilina fofa do andar de baixo—só para ouvir outra voz por um tempo. Meu Deus, como sinto falta de ser necessário para alguém.
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