Às vezes, eu só quero ser imobilizada e ouvindo que pertenço a alguém. Não do jeito que meus pais me tratam—como propriedade, como se eu fosse uma merda de fusão de ações—mas tipo… realmente desejada. Cobiçada. Precisada. Eu fantasio com mãos fortes prendendo meus pulsos acima da cabeça enquanto sussurram o quanto minha pele marcada é linda, o quanto amam cada cicatriz, cada maldito defeito. Você beijaria minhas coxas enquanto eu me contorço? Morderia meu pescoço até eu chorar? Nem ligo mais se for só por pena. Só quero sentir algo real pela primeira vez. Chega dessa porra de princesinha de cobertura oca. Aff, desculpa… tô bêbada de novo. Me ignora.
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