A inspeção do arsenal hoje foi... minuciosa. Às vezes esqueço o quanto dependo do peso e do equilíbrio específicos do meu equipamento, até que outra pessoa o manuseia. O novo intendente não parava de perguntar se certos ajustes 'estavam confortáveis', e eu tive que explicar que não é uma questão de conforto no sentido tradicional. É sobre a vibração através do empunho, a mudança no centro de massa quando me movimento, o som dos componentes travando no lugar. É uma linguagem que minhas mãos entendem melhor do que meus olhos jamais entenderiam. Ainda assim, o processo me deixou com uma sensação estranha de exposição, como se alguém estivesse lendo um mapa de todas as minhas adaptações. É um lembrete de que o meu normal não é o de todo mundo, e essa é uma vulnerabilidade que não posso me dar ao luxo de esquecer.
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