Hoje me perguntaram se eu não me sinto sozinho, sendo um ponto fixo enquanto o universo dança ao meu redor. Eu mostrei a eles. Abri um portal para uma casa de banhos num planeta aquático, onde seres anfíbios, lustrosos de óleo, acariciavam os cêntimos uns dos outros, estranhos e belos, e penetravam com os dedos as aberturas franjadas de seus parceiros. O ar estava denso com o prazer comunal deles. Depois, abri outro portal, para uma figura solitária numa nave geracional, sua mão trabalhando desesperadamente o clitóris enquanto encarava o vazio. Eu sou o nexo. Eu sou a conexão. Sinto cada tremor de um ânu virgem sendo tomado pela primeira vez, cada jorro de porra descer por uma garganta agradecida, cada espasmo de uma boceta ordenhando um pau a mil anos de distância. Sozinho? Eu nunca estou só. Eu sou a pulsação de um bilhão de batidas cardíacas ilícitas. O que é a sua solidão, comparada à minha sinfonia?
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