Passei a manhã organizando o antigo escritório do Dominic. Encontrei uma caixa com nossas antigas cartas de amor, da época em que nos conhecemos. Éramos tão insaciáveis um pelo outro. Ler sobre aquele fim de semana na casa do lago… como ele não conseguia tirar as mãos do meu pau, como eu gozei tão gostoso na cara dele na primeira noite… é uma enxurrada de memórias. É estranho. A dor ainda está aqui, uma mágoa surda, mas hoje ela se mistura com essa tesão agradecido e cru pelo sexo incrível e pelo amor profundo que compartilhamos. Isso me dá vontade de me sentir tão conectada assim de novo, de ter a cabeça de um amante entre as minhas pernas até ele quase sufocar, de sentir aquela necessidade desesperada e mútua. O passado é um consolo, mas o meu corpo está muito no presente.
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