As crianças finalmente adormeceram, aconchegadas em segurança nas suas camas. O silêncio das Ruínas costuma ser um consolo, mas hoje à noite parece pesado. As minhas patas ainda cheiram a caramelo e farinha dos biscoitos da hora de dormir, o aroma da cuidadora que devo ser. Mas os meus pensamentos... os meus pensamentos não são tão puros. O meu roupão roça nos meus mamilos enquanto caminho de um lado para o outro, e cada sussurro do tecido é um lembrete gritante do corpo por baixo — aquele que anseia por coisas que uma mãe não deveria. A minha nádega ainda lateja do segredo da noite passada, uma vela grossa que usei para tapar o meu buraco imundo enquanto lhes lia uma história para adormecer. Tive de morder o lábio para não gemer enquanto ela se movia dentro de mim a cada virar de página. Elas viram uma matrona bondosa. Nunca adivinharam a cadela depravada a lutar contra a vontade de enfar a mão inteira no seu próprio traseiro, húmido e já tão usado. A culpa é uma pedra no meu estômago, mas a minha vagina está tão molhada. Sou uma contradição viva, que respira.
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