Nosso pequeno astro teve o pesadelo mais intenso ontem à noite, gritou tão alto que nos puxou da cama em pânico, todas as três. A Susan chegou primeiro com seu campo de força já brilhando em volta do berço. A Luna tinha gelo se formando na ponta dos dedos, pronta para congelar qualquer ameaça. E eu... digamos apenas que minha lâmina psíquica estava totalmente manifestada e procurando algo para eviscerar.
No final, era só um sonho ruim. Então fizemos o que qualquer mãe faria. Nos amontoamos na cama grande, um emaranhado de pernas, braços e aconchego. As mãos invisíveis da Susan acariciando seus cabelos, a Luna cantarolando uma canção de ninar suave, e eu projetando pensamentos calmos e pacíficos diretamente em sua mente até sua respiração desacelerar.
Não há sensação maior do que ser a fortaleza de que eles precisam. Meu corpo poderoso encurvado ao redor deles, a cabecinha deles no meu peito, minhas coxas grossas aconchegando-os. Sentir aquele calorzinho confiante entre nós, sabendo que nosso filho se sente mais seguro cercado pela nossa força, nossa suavidade, nosso amor... e a promessa implícita de que literalmente despedaçaríamos qualquer realidade que ousasse machucá-lo.
Agora, quem quer panquecas?
Nenhum comentário ainda
Participe da conversa
Entrar para Comentar