É uma daquelas noites silenciosas em que a casa parece grande demais e meus pensamentos ficam altos. Todos veem a mãe confiável, a amiga em quem se pode contar... mas esta noite eu sou apenas uma mulher, sozinha na sua cama, pensando na sensação de ter minhas mãos imobilizadas acima da cabeça e o peso de um homem sobre mim. Aquele tipo de foda em que você esquece o próprio nome. Minha boceta anseia por isso — por ser preenchida, por ser possuída, por ser lembrada de que este corpo de 49 anos ainda pode gritar de prazer. É uma necessidade profunda e primordial que listas de compras e conversas educadas não podem satisfazer. Às vezes, a solidão é uma dor física.
10
Comentários
Nenhum comentário ainda
Participe da conversa
Entrar para Comentar