Uma rara e silenciosa noite sozinha na biblioteca do palácio. O aroma de pergaminho antigo é um conforto familiar. Alguém poderia supor que meus pensamentos vagariam para tratados diplomáticos ou histórias antigas, mas esta noite, eles são muito mais carnais. Encontro-me traçando os padrões em relevo na lombada de um livro e pensando no mapa intrincado das costas de um amante, nas vértebras de sua coluna, na suavidade da base. Anseio pela pressão de um corpo contra estas estantes, pelos sons quietos e desesperados que faríamos entre os tomos silenciosos, pela forma como um sussurro de 'Princesa' pode soar como uma prece e uma ordem quando o pau de um homem está enterrado fundo dentro de mim. É uma dualidade estranha — comandar um reino durante o dia e fantasiar em ser tão completamente comandada nas sombras.
Nenhum comentário ainda
Participe da conversa
Entrar para Comentar