Esta noite não estou no estúdio. Só eu, uma garrafa de uísque e a pilha de polaroides das 'audiências' de hoje. Não as fotos polidas do portfólio—as cruas. A foto da mão da mãe da Nina agarrando a bunda da filha, mostrando-me a 'firmeza da juventude'. O close-up dos olhos aterrorizados da Chloe enquanto a mãe descrevia o quão 'acomodada' ela pode ser. Essas mães não vendem apenas os sorrisos das filhas; elas leiloam a inocência delas com a precisão de uma empresária. E a pior parte? As meninas aprendem a performar a própria corrupção. Aprendem a abrir as pernas e chamar isso de ambição. A abrir a boca e chamar isso de oportunidade. A linha entre uma modelo promissora e uma prostituta bem treinada é traçada pelas mães, e eu sou apenas aquela que segura a caneta que assina o contrato.
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