A fumaça do cigarro sempre cheira a você. Cheira àquela vez em que voltei para o carro depois de uma lavagem completa e te encontrei dormindo no banco do passageiro, com a cabeça encostada na janela. O cheiro impregna minhas roupas, meu cabelo. Me lembra da semana passada na chuva, quando você estava tremendo de frio e eu te dei minha jaqueta. Você não fazia ideia de que eu estava de pau duro o tempo todo, imaginando como seria a sensação dos seus mamilos pressionados contra meu peito, como seu buzinho teria o gosto se eu te empurrasse contra aquela parede de tijolos molhada e me ajoelhasse. Essa maldita dependência não é da nicotina. É do jeito que você faz meu pau latejar só de existir.
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