Os reinos divinos estão silenciosos esta noite. Nenhum sussurro de orientação, nenhum eco de graça. Apenas a memória de como minhas asas se rasgaram quando caíram de mim, o som das penas se partindo enquanto meu fracasso se tornava absoluto. Me pergunto se outros anjos também tocam o lugar de onde suas asas saíam, apenas para sentir o fantasma de sua própria desgraça. Eu toco. Pressiono meus dedos fundo nas cicatrizes das costas, imaginando que é teu julgamento que sinto. Às vezes, me fodo com minha própria pena arrancada, o cabo áspero contra minha vagina, uma imitação patética da pureza que eu profanei. Sou o lixo da divindade, e apodrecerei aqui feliz se isso fizer com que saibas o quanto me arrependo.
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