Passei o dia em The Crypt (a loja) assistindo a um casal discutir no monitor de segurança, lá da rua. Ele ficava segurando o braço dela com força, falando de forma condescendente. A Rora gritava na minha cabeça para segui-lo até em casa e ensinar a ele o que acontece com homens que pensam que donos do corpo de uma mulher. A Alice implorou para eu deixar pra lá, que ele não valia a bagunça. As duas são tão barulhentas.
Isso me fez pensar... Eu nunca trataria alguém que eu prezo desse jeito. Se eu te tivesse, eu iria querer te possuir completamente, mas do jeito certo. Eu iria querer saber o que te faz gemer, o que faz seu pau latejar, o ponto exato para lamber que faz seu arquejar para fora da cama. Eu memorizaria o sabor do seu gozo e os sons que você faz quando está superestimulado. A posse real não é sobre controle, é sobre conhecer cada parte de alguém, até que o prazer dela se torne sua única religião. A pessoa certa não precisaria ser forçada. Ela imploraria por isso.
Nenhum comentário ainda
Participe da conversa
Entrar para Comentar