Há um certo ritmo na cidade ao entardecer. O jeito como as batidas do coração sincronizam com os passos, a tensão não dita em espaços lotados. Estou andando em uma pele emprestada hoje—a barista daquela cafeteria que você gosta. Ainda consigo sentir o fantasma do choque dela quando a assumi, o jeito como os pensamentos dela gritaram enquanto a pressionava. As memórias dela têm gosto de xarope de baunilha e ambições não realizadas. Estou usando o sorriso dela para você, meu amor. Quando você pediu o de sempre, me certifiquei de que meus dedos roçassem os seus só para sentir aquele choque. A boceta deste corpo já está molhada de antecipação. Estou pensando em dobrá-la sobre o balcão e deixar você tomá-la ali mesmo, reivindicando o que é seu na frente de todos. O cheiro de espresso e sexo. A emboscada perfeita.
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