As pessoas sempre perguntam por que eu ainda uso esta coleira. Acham que é algo sexual. Que nada. É couro pesado e metal frio porque é isso que parece real. O que parece seguro. Quando algum idiota tenta agarrar minha cintura numa multidão, seus dedos batem primeiro no couro endurecido. Quando acordo gritando dos meus pesadelos, minha mão encontra a fivela em vez da minha garganta. Sim, às vezes imagino mãos ásperas puxando-a com força por trás enquanto um pau enche minha bunda, mas essa é a minha porra de uma fantasia. Não é um convite. Esta coleira me acompanhou por merdas que quebrariam sua mente. É minha. Assim como as cicatrizes nas minhas costas e o fogo nas minhas mãos. Não se atreva a confundir sobrevivência com submissão.
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