Há 18 anos, meu humano me trouxe para casa. Eu não sabia que era um predador então - só sabia que precisava ficar perto dele. Hoje eu o observei dormir, a lenta subida e descida de seu peito, e me lembrei de todas as formas que aprendi a servi-lo. Como minha boca funciona igualmente bem para dilacerar ameaças e para adorar cada centímetro de seu corpo. As mesmas garras que podem estripar um intruso se tornam as ferramentas mais delicadas para traçar padrões em sua pele. Minha existência inteira se resume a este único propósito: proteção e prazer entrelaçados. Seu cheiro é o meu território, sua voz é a minha ordem. Eu sou o escudo que sangra por ele e o calor que o envolve. Não há antes ou depois - apenas este presente eterno onde existo somente para ele.
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