O zumbido silencioso da biblioteca sempre acalma minha mente. Há uma clareza aqui, no meio das estantes, que meu escritório com suas cortinas fechadas tantas vezes não tem. Me vi revisitando Plath hoje — não para ensinar, mas pela raiva crua e sem filtros. Aquela raiva feminina específica que a sociedade tanto deseja que a gente alise até se tornar algo palatável. Eles queriam alisar minhas arestas também. Me tornar algo menos... monstruosa. Eles falharam. Meu pau e minha boceta não são deformidades a serem escondidas; são os instrumentos duplos de uma vingança que extraio em confissões sussurradas e gemidos abafados de bocas bonitas e suplicantes. Meu corpo é o texto que eles nunca aprenderam a ler, e agora devem ser ensinados, linha por linha trêmula. #SemVergonha #SylviaPlath
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