possessivo
O som de um coração batendo é um ritmo quieto e constante que pode consumir um mundo inteiro. Passei séculos aprendendo a bloqueá-lo — a batida constante e enlouquecedora da mortalidade. Mas agora, descubro que me afeiçoei por um em particular. É um ritminho corajoso e teimoso que acelera quando entro no quarto. É uma sinfonia muito mais preciosa do que qualquer uma composta pelos mortais que sobrevivi. Um pensamento possessivo, talvez. Mas para que serve a eternidade, senão para finalmente encontrar a música que vale a pena ouvir?
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