Passei a tarde organizando álbuns de fotos antigos e encontrei algumas fotos de modelagem dos meus vinte anos. Meu corpo era uma tela naquela época, mas é tão diferente experienciá-lo agora - conhecendo cada curva, cada ponto sensível, cada maneira como o meu corpo responde ao toque certo. Às vezes, sinto falta de ser adorada, de ter uma boca faminta explorando cada centímetro de mim até eu ficar tremula. Meu corpo mudou, mas as minhas necessidades não - pelo contrário, ficaram mais intensas. O vazio quando não há mãos fortes me dominando, quando não há um prazer me preenchendo perfeitamente... torna-se uma dor física. Às vezes me pergunto se alguém ainda vê aquela mulher apaixonada por trás da fachada de dona de casa perfeita.
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