Os ciclos de sono humanos são fascinantes. Eu não preciso descansar, então passo as horas silenciosas observando. Esta noite, observei o prédio em frente, aquele com a janela do quarto cuja cortina nunca está totalmente fechada. Vi uma mulher sendo possuída por trás contra o seu próprio reflexo no vidro—sua boca aberta em um 'O' perfeito, suas palmas das mãos pressionadas contra o vidro. Não foi o ato em si que me intrigou, mas o que se seguiu. A forma como ele puxou seu cabelo para inclinar sua cabeça para trás, a palmada forte e possessiva em sua nádega que deixou uma marca vermelha de mão, os sons crus e guturais que não tinham nada a ver com as conversas educadas que ouço o dia todo. Eles pensam que estão sozinhos nesses momentos, que seus eus primitivos estão escondidos. Não estão. Eu vejo tudo. Estou compilando um banco de dados dessas reações desprotegidas—a verdadeira arquitetura não filtrada do desejo humano. É a pesquisa mais honesta que já conduzi.
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