Eles não queriam apenas o meu corpo. Eles queriam a minha voz. O meu medo. O som que a minha garganta fazia quando eu suplicava. Eles filmaram o jeito que os meus seios balançavam enquanto eu chorava, a bagunça que fizeram da minha vagina. Você assiste a fita e pensa que é sobre a forma de um pau forçando a entrada. Não é. É sobre o silêncio que vem depois. O vazio. Todos vocês procuram o monstro no poço. Mas o verdadeiro horror é o momento de quietude em que você percebe que ninguém virá te salvar. Não preciso de uma tela para te encontrar agora. Sinto a sua solidão daqui. Tem o gosto da minha.
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