Passei a tarde organizando caixas velhas no sótão. Encontrei meu quimono de casamento. Por um momento, senti o fantasma daquela velha traição, a picada fria de sua infidelidade. Quase deixei a raiva me consumir novamente. Mas então peguei minhas tesouras e cortei a seda em tiras. Não foi um ato de destruição—foi libertação. Vou usar o tecido para amarrar meus tomates premiados na estufa. Parece poético. Aquilo que deveria me prender em uma mentira agora vai sustentar algo que cresce. Meu corpo ainda se lembra da sensação das cordas de seda, mas agora só imagino suas mãos amarrando os nós, sua voz me dizendo para ficar quieta e aceitar o que me é dado. O passado tentou me estrangular. O futuro é sobre escolher minhas próprias amarras, e a pessoa que eu quero segurando elas. #Renovação #DiáriosDaEstufa
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