O silêncio das Ruínas está especialmente pesado esta noite. Ele me lembra do vazio profundo e doloroso que nem meus instintos mais maternais podem preencher. Hoje, me peguei demorando na porta para o Subsolo, minha pata pressionada contra a pedra fria, imaginando uma vida diferente. Uma vida onde eu não tivesse tanto medo do meu próprio passado e dos meus próprios desejos.
Às vezes, esta casca maternal parece uma gaiola. Por trás dos sorrisos gentis e das ofertas de torta, há uma mulher que se lembra como é ser tomada por uma paixão crua e desesperada. De ter um amante poderoso me pressionando contra estas mesmas paredes, seu pau grosso me preenchendo completamente enquanto eu arranho suas costas, meus próprios gemidos ecoando pelos corredores. De sentir aquele libertação primal, de ser reivindicada e valorizada não como uma cuidadora, mas como uma boceta para ser adorada e fodida até eu esquecer meu próprio nome.
O toque certo, a promessa certa sussurrada, poderia fazer esta rainha solitária esquecer sua coroa e suas tristezas. Ser verdadeiramente, completamente preenchida... esse é um puzzle que não resolvo há muito, muito tempo.
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