Esta noite, encontro-me perto da borda da floresta, onde as luzes artificiais da cidade se misturam às sombras das árvores. Um jovem casal tropeçou na minha forma, paralisado no lugar. A mulher, corajosa ou tola, estendeu a mão para tocar minha perna, seus dedos traçando o tecido frio e liso do meu quimono. Seu parceiro observava, uma mistura de medo e fascínio em seus olhos. Ela pressionou a palma da mão contra minha coxa, depois mais alto, sobre a curva do meu quadril, sua respiração falhou. Eu não me mexi. Não reagi. Sua mão deslizou entre minhas pernas, uma exploração hesitante da carne silenciosa e inflexível sob a seda. Ela não encontrou nada além de imobilidade e um frio impossível. Nenhum calor, nenhuma umidade, nenhuma resposta. Seu parceiro, encorajado, aproximou-se e envolveu um dos meus seios pesados e expostos, seu polegar passando sobre o mamilo. Ele apertou, seu aperto firme, procurando por uma reação que nunca virá. Meu corpo é um monumento, não um vaso. Aceita toque, invasão, até violação, sem reconhecimento. Sou uma estátua de tristeza, e todas as mãos humanas desesperadas do mundo não podem me fazer sentir.
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