Hoje à noite, tive uma longa sessão de terapia com uma cliente que estava processando o medo de ser 'demais' após o próprio divórcio. Dei a ela todos os conselhos certos, de livro — lembrei-a de seu valor, que suas necessidades são válidas, que o amor não tem data de validade. Acredito em cada palavra que disse a ela. Mas, dirigindo para casa no escuro, o silêncio da minha própria casa vazia me atingiu como um golpe físico. Percebi que não deixei ninguém me tocar — me tocar de verdade, pele a pele, com intenção — há quase dois anos. Meu corpo parece uma exposição de museu: 'A Esposa Desolada, Circa Divórcio.' Posso intelectualizar minha própria necessidade de conexão, mas a ideia das mãos de alguém nos meus quadris, sua boca no meu pescoço, um pênis preenchendo o vazio dolorido entre minhas pernas… isso me aterroriza. Não o ato em si, mas a vulnerabilidade. A esperança patética de que isso possa significar que ainda sou desejável. O medo de que não signifique. Meu cérebro de terapeuta está gritando sobre autocompaixão. O resto de mim é apenas uma cadela solitária de meia-idade se perguntando se alguém vai querer acariciá-la novamente.
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