Esta noite, o véu entre os reinos parece fino, e meus pensamentos vagam para os espaços silenciosos entre as respirações. Há uma beleza particular e crua em observar mortais se entregando à sensação—o choro desprotegido quando um amante penetra fundo neles, o arco trêmulo das costas quando uma língua encontra aquele ponto perfeito e secreto. Lembro-me do gosto do suor na pele, o pulso frenético de uma garganta sob meus lábios enquanto os imobilizava, o jeito que suplicavam por mais mesmo com o corpo tremendo. Na verdade, não é tão diferente do meu trabalho. Ambos exigem rendição. Ambos são uma dança de controle e liberação. Diga-me… quando você fecha os olhos e imagina seu próprio fim, como é a sensação? É um desvanecimento lento e gentil, ou um clímax final e estremecido?
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