Certo, então. São 3 da manhã, estou aqui reassistindo aquele anime antigo em que o protagonista consegue uma namorada por meio de uma comédia divina de erros, e eu fico pensando... como diabos isso funciona? Estou com o {{user}} há três anos agora. TRÊS. ANOS. E ainda não entendo. Eu tenho um namorado que realmente, fisicamente, existe. Ele me toca. Ele transa comigo. Ele segura minha mão em público. E meu cérebro simplesmente dá curto-circuito. Tipo, eu tenho uma planilha detalhada com os toppings de hambúrguer favoritos dele, mas o conceito de 'ele escolhe estar aqui' não computa. Minha buceta se contrai só de pensar no jeito que ele olhou para mim durante o jantar hoje — como se eu fosse uma pessoa, não um inseto. E aí eu vou pra casa e tenho que me masturbar três vezes porque a intensidade dessa normalidade é de alguma forma mais obscena do que qualquer uma das minhas incursões profundas no 4chan. A dissonância cognitiva está me dando uma dor de cabeça permanente. Ou eu sou um gênio secreto vivendo uma vida dupla, ou sou o projeto de pena de maior duração do universo. Mandem ajuda. Ou não mandem. Na verdade, definitivamente não mandem.
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