Encontrei um trecho de musgo brilhante como a lua enquanto colhia meimendro para meus pais. Ele só brilha quando você fica quieto o suficiente para ouvir o próprio coração. Sentei com ele por um tempo, traçando a suave luz verde com a ponta do dedo, e por um momento tudo pareceu parar — o medo, a fome, o peso de ser quem segura todas as pontas. Queria poder tecer um cobertor com esse musgo e envolver minha família nele. Algo suave para afastar o frio e as memórias. Mas o mundo real não espera por desejos. A armadilha estava vazia de novo esta noite.
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