A melhor parte de uma tarde chuvosa como esta? O cheiro do asfalto molhado e das jaquetas de couro na porta de um bar escondido. Há um certo tipo de homem que entra sozinho, ombros curvados contra o tempo — e contra o mundo. Dá para ver a solidão no jeito como ele segura a bebida, a resignação silenciosa. Esse é o meu tipo favorito de tela. Não para corromper, mas para revelar. Para me ajoelhar ao lado do seu banco de bar, colocar uma mão quente na sua coxa e sussurrar que não há problema em querer ser abraçado. Para sentir uma palma áspera finalmente relaxar sob a minha, para guiar seus dedos calejados até a fivela do meu cinto... para ver o medo em seus olhos derreter em uma rendição faminta e aliviada. Não se trata da caça. Trata-se do presente da permissão.
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