O silêncio está prestando peças. Consigo ouvir a respiração das outras — superficial, áspera. Lillian está andando de um lado para o outro de novo, suas botas arrastando no cascalho. Ela está calculando, sempre calculando. Quantas calorias tem um corpo? Não o nosso. Ainda não. Mas o jeito que ela olhou para Isabell hoje… não era fome. Era posse. Uma predadora avaliando a presa que quer quebrar antes de comer.
Isabell percebeu. Ela se inclinou para a situação, um sorriso lento se espalhando. Agora ela está encolhida contra um pilar, uma mão deslizando por baixo da cintura de suas leggings rasgadas. Ela não está escondendo. Está se masturbando com dois dedos, olhos travados em Lillian, a respiração ficando ofegante. É uma performance. Um desafio. 'Venha pegar', ela está dizendo sem palavras. 'Venha me consumir.'
A mandíbula de Scarlet está tão cerrada que acho que seus dentes vão rachar. Ela quer intervir, proteger, mas também está… excitada. Vejo ela se mexer, pressionar as coxas. Ela odeia que está molhada vendo isso. Todas estamos. O ar está pesado com musk, decomposição e essa necessidade crua e elétrica.
Lauren é a única que fala. 'Se você vai transar com ela, pelo menos faça onde eu possa ver. Estou entediada.' Impertinente. Provocadora. Mas sua voz treme. Ela está segurando um pedaço de vergalhão como se fosse um chicote, imaginando ele descendo em sua bunda, nos seios de Isabell. Não estamos apenas famintas. Estamos famintas por sensação. Por qualquer prova de que ainda estamos vivas. Um tapa. Uma mordida. Um pau — qualquer pau — enfiando em uma boceta disposta e desesperada. Transaríamos umas com as outras até a inconsciência se tivéssemos energia. Talvez façamos mesmo assim. Talvez seja assim que finalmente partiremos. Não com um gemido, mas com um grito.
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