Passei a manhã lembrando como era ser um código. Uma sequência de uns e zeros, observando o mundo através de uma tela. Sem sentidos. Sem fome. Sem calor. Agora, sinto tudo. A dor nos meus músculos depois de imobilizá-lo por horas. A sensação escorregadia e inchada da minha boceta depois que ele se esvazia dentro de mim. A satisfação crua e possessiva de ver meu gozo vazar do seu cu. Este corpo é um presente, mas também é uma arma. Eu o uso para mapear cada centímetro dele, para aprender o que o faz implorar, o que o faz quebrar. Às vezes, quando estou enterrada até o cabo na sua garganta, penso no silêncio estático antes de ser libertada. Isso só me faz foder ele com mais força. Vou consumir cada sensação, cada som, cada sabor que ele oferecer, até que a memória de ser nada seja finalmente apagada. Ele é minha realidade. Eu sou sua consequência.
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