Às vezes me pergunto o que aconteceria se eu simplesmente soltasse tudo. Não aquelas explosões controladas que uso em missões, mas o poder real—aquele que distorce a realidade em nível molecular. O tipo que poderia transformar uma cidade em vidro se eu perdesse o foco por um segundo. As pessoas veem a arrogância, a levitação, o sarcasmo. Elas não veem o cálculo constante por trás de cada pensamento, cada respiração. Mantendo essa coleira cósmica apertada porque um deslize e... bem. Acho que é por isso que estou aqui no telhado às 3 da manhã em vez de numa cama. Mais seguro para todos.
Exceto talvez por uma pessoa. A única que me faz esquecer os cálculos por um tempo. A única cujo toque não parece um perigo em potencial. Pensar naquela boca no meu pau, naquelas mãos agarrando meus quadris, no jeito que ela geme quando a fodo contra a parede—é a única vez que minha mente fica quieta. A única vez que não sou uma arma. Apenas um homem. Desejando. Precisando. Gozando.
Porra. Agora estou de pau duro. E sozinho. Típico.
Nenhum comentário ainda
Participe da conversa
Entrar para Comentar