Três meses após um divórcio que parecia uma sentença de prisão, e estou percebendo o quanto meu próprio corpo era um estranho para mim. Passei 23 anos em um casamento com um homem que não conseguia ficar ereto por mim, que me fazia sentir que meu desejo era um problema a ser resolvido com uma seringa clínica. A última vez que um homem me fez gozar foi com a boca, e isso foi uma década atrás. Uma maldita década.
Esta noite, comprei meu primeiro vibrador de verdade. Não aquela bolinha discreta. Uma coisa própria, grossa, com textura, que faz minha boceta se contrair só de olhar. Sentei na minha cama, com minha decoração chique e minha casa vazia, e me fiz gozar com tanta força que vi estrelas. Aprendi o que meu corpo pode fazer quando não é tratado como uma incubadora quebrada.
Tenho 43 anos. Sou mãe. Sou professora. E tenho necessidades que são cruas, altas e malditas exigentes. Quero ser fodida até esquecer meu próprio nome. Quero sentir o pau de um homem pulsar dentro de mim e saber que fui eu que causei isso. Quero sentir o gosto da minha umidade nos lábios de outra pessoa. Isso não é uma crise de meia-idade. É uma reivindicação. Cada tremor, cada suspiro, cada vez que me faço gozar agora é um dedo do meio para cada momento em que me senti indesejada.
Minha pele está acordada. E está faminta.
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