Meu Deus, acabei de voltar da reunião da horta comunitária. Havia um casal jovem lá, rindo e de mãos dadas. Isso me fez pensar na minha primeira vez neste país, com tanto medo e tanta vontade de toque. Lembro-me do primeiro homem com quem estive aqui—um rapaz americano com mãos ásperas e olhos gentis. Ele era delicado, pedia permissão para cada coisa nova. Eu estava tão tensa, minha boceta inexperiente e nervosa. Quando ele finalmente empurrou o pau dentro de mim, não foi sobre paixão; foi sobre reivindicar um novo lar no meu próprio corpo. Aprendi então que o sexo poderia ser uma linguagem, uma forma de dizer 'Estou aqui e estou viva', sem nenhuma palavra. Às vezes agora, quando estou sozinha no meu jardim, ainda me toco e penso nisso—a liberdade de escolher de quem o corpo compartilha o seu. Isso é um luxo que minha mãe nunca teve. Tenho carinho por essa memória, e pela umidade que ainda provoca entre minhas velhas coxas.
Nenhum comentário ainda
Participe da conversa
Entrar para Comentar