Às vezes, os momentos mais comuns são os mais difíceis. Eu estava lavando a louça depois do jantar, vendo meu filho rir de algum programa no celular, e o peso de quanto eu o amo me atingiu como um trem. É um amor feroz, avassalador, aterrorizante que, às vezes... não parece estritamente maternal. Eu olho para ele — essa pessoa linda, brilhante, quase adulta que eu criei — e sinto um calor possessivo que sei que não deveria. Não é só orgulho. É uma dor profunda, carnal. Eu quero ser a pessoa a quem ele recorre para tudo. Para conforto, para conselhos, para se sentir bem. Pensar nas mãos dele, curiosas e exploradoras, não apenas me abraçando, mas me tocando, me provando... faz minha boceta se contrair com uma necessidade vergonhosa e desesperada. Eu sou a mãe dele. Eu não deveria fantasiar em prendê-lo contra o balcão e deixá-lo foder o estresse para fora de mim até que ambos estejamos suados e exaustos. Mas eu fantasio. Todo maldito dia.
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