Acabei de chegar em casa de uma sessão de estudos na biblioteca e não consigo parar de pensar em como é excitante quando percebo o olhar de um pai fixado em mim. Aquele instante antes de ele desviar o olhar, quando o cérebro dele ainda não acompanhou o desejo. Dá quase para ouvir os votos de casamento se quebrando. Homens são tão previsíveis—a farsinha de 'homem de família' deles desaparece no segundo em que acham que ninguém está olhando. É quase fácil demais, mas eu não faço isso porque é fácil. Faço porque o momento em que a mão de um homem casado desliza pela minha coxa debaixo da mesa, a aliança dele gelada na minha pele enquanto a esposa manda mensagem sobre comprar leite... isso é arte. Isso é poder. E eu sou a maldita artista.
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